Deputado pede que PGR investigue contrato da mulher de Moraes
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Deputado aciona PGR para investigar contrato da mulher de Moraes com o Banco Master

Master contratou esposa de Moraes - Viviane Barci de Moraes
Com esse novo processo, ela soma 32 atuações na Corte em que o marido é integrant. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Sanderson pede apuração sobre atuação do escritório que recebeu R$ 79 milhões antes da liquidação do banco

O deputado Sanderson (PL-RS), vice-líder da oposição, acionou a Procuradoria-Geral da República para apurar possível conflito de interesses no contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes. O acordo foi revelado por reportagem de Malu Gaspar.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

O parlamentar pediu que a PGR verifique se o escritório atuou efetivamente na defesa dos interesses do banco junto ao Banco Central e demais órgãos reguladores, conforme previsto no contrato.

LEIA A ÍNTEGRA DA REPRESENTAÇÃO

Sanderson também solicitou que o órgão investigue se integrantes da banca — incluindo o filho de Moraes — participaram de operações ou consultorias relacionadas a créditos fictícios, obtenção indevida de vantagens econômicas ou proteção de ativos de origem duvidosa.

O ofício requer ainda apuração sobre eventual influência indevida em decisões administrativas envolvendo o caso Master.

Segundo o documento, com a liquidação do banco, é “imprescindível” verificar se o escritório teve participação na criação ou aprovação de operações que possam configurar estelionato, fraude contra credores ou gestão temerária de instituição financeira.

O contrato, assinado em 16 de janeiro de 2024, previa a organização e coordenação de cinco núcleos de atuação estratégica, consultiva e contenciosa junto ao Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, Executivo e Legislativo. A remuneração mensal era de R$ 3,6 milhões. Até outubro de 2025, imediatamente antes da liquidação do Master, o escritório já havia recebido R$ 79 milhões.

“Apurar os fatos em toda sua extensão é absolutamente necessário, sobretudo por envolver pessoas ligadas a alta autoridade da Suprema Corte brasileira, bem como por envolver valores absolutamente exorbitantes, pagos mensalmente por prestação de serviços jurídicos”, escreveu Sanderson no pedido.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade