Defesa de Marcelo Câmara recorre ao STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Marcelo Câmara recorre ao STF

Alexandre de Moraes negou o pedido do coronel Marcelo Câmara para comparecer à formatura da filha em Maceió, alegando falta de viabilidade.
Alexandre de Moraes negou o pedido do coronel Marcelo Câmara para comparecer à formatura da filha em Maceió, alegando falta de viabilidade

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A defesa de Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recorreu nesta segunda-feira (23) da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou sua prisão preventiva.

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Os advogados afirmam que não houve violação das medidas cautelares. Alegam também que não existia restrição que impedisse contato com o tenente-coronel Mauro Cid, delator no inquérito da suposta tentativa de golpe em 2022.

Câmara foi preso pela Polícia Federal em Sobradinho (DF) na quarta-feira (18), por ordem de Moraes. Segundo o ministro, o ex-assessor tentou obter informações sigilosas do acordo de delação premiada de Cid por meio de seu advogado, o que configuraria risco à investigação.

A defesa sustenta que os contatos com Mauro Cid ocorreram até março de 2024, antes das cautelares fixadas por Moraes. Argumenta ainda que a iniciativa partiu de Cid e que Câmara não se beneficiou das conversas.

Se há algum acusado que descumpriu o comando de Vossa Excelência de estabelecer contato com os demais imputados — sobretudo se valendo de perfil de outra pessoa ou até mesmo perfil falso, o que se deve apurar —, esta pessoa certamente não é o Agravante [Câmara]”, afirmaram os advogados.

O recurso também contesta a imputação de responsabilidade penal objetiva e defende a revogação da prisão por ausência de risco processual concreto.

Na decisão que determinou a prisão, Moraes afirmou que a conduta do ex-assessor revela “completo desprezo” pelo STF. Segundo o ministro, Câmara violou duas medidas: a proibição de usar redes sociais e de manter contato com outros investigados, direta ou indiretamente.

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