STF divulga áudios atribuídos a Mauro Cid; escute e veja detalhes aqui - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

STF divulga áudios atribuídos a Mauro Cid; escute e veja detalhes aqui

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Supremo Tribunal Federal divulgou nesta segunda-feira (16), áudios atribuídos ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. As gravações teriam sido enviadas por meio do perfil @gabrielar702 no Instagram, durante o período em que Cid estava proibido de acessar redes sociais por ordem judicial.

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O advogado Eduardo Kuntz, que defende o coronel Marcelo Câmara — um dos réus no inquérito da chamada “trama golpista” — afirmou ter conversado com Cid pelo perfil no início de 2024.

As mensagens surgem dias após a revista Veja divulgar capturas de tela das conversas e trechos em áudio. Segundo o conteúdo revelado, Cid demonstra frustração com o isolamento e falta de apoio político e pessoal desde o avanço das investigações.

Principais trechos:

Abandono e críticas ao PL

Valdemar deu entrevista, falou do Max, do Cordeiro e de mim. Ah, que legal, né? O Valdemar não defende o Max, o Cordeiro e também não nos defende. Então assim, é complicado, é complicado você se sentir isolado”, disse Cid, referindo-se ao presidente do PL.

“Quem perdeu tudo fui eu”

O Braga Netto, quatro estrelas, chegou ao topo… reserva. General Heleno, chegou ao topo… reserva. Presidente, ganhou milhões aí em Pix, chegou ao topo. Tudo bem, todo mundo no mesmo barco. E quem que se f**? Quem perdeu tudo? Fui eu”, afirmou.

“Nunca falei golpe”

Cara, vou te dizer, esse troço está entalado, cara. Está entalado. Você vê que o cara botou a palavra golpe, cara. Eu não falei uma vez a palavra golpe”, disse o tenente-coronel sobre a forma como sua delação teria sido interpretada ou conduzida.

Críticas à imprensa e à base de apoio

Cid se disse alvo de ataques das mídias alinhadas à direita. “E as próprias mídias sociais de direita são voláteis, né? […] Quando é pra criticar, me criticam”, afirmou.

Falta de apoio político

Ah, é porque não tem apoio nenhum, zero, quem vai me apoiar? Rogério Marinho? Não vai. Os deputados e senadores de direita? Não vão me apoiar. E quem vai me apoiar, o povo?”, questionou.

Família impactada

Até me emociono quando eu falo […] uma coisa é você, a gente apanha, fica preso, mas quando a gente vê a família sofrendo por sua causa, aí o negócio pesa”, disse.

A defesa de Cid contesta a autenticidade das mensagens, enquanto aliados políticos pedem a anulação da delação. O caso é analisado pelo STF.

Escute aqui os áudios:

 

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