Apresentador ponta omissões de Davi Alcolumbre diante das movimentações do STF
O apresentador do programa Alive, Claudio Dantas, criticou nesta sexta-feira (5) a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação às recentes movimentações do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para ele, a declaração de Alcolumbre após a decisão do ministro Gilmar Mendes, que restringe a apresentação de pedidos de impeachment contra ministros da Corte à Procuradoria-Geral da República (PGR), foi tardia e não é suficiente para enfrentar a situação.
“O que Davi Alcolumbre fez? Nada! Ele ficou calado, esperando as águas acalmarem. E agora que a pressão aumentou, ele vem falar? Já passou o tempo de reações tímidas. O Senado precisa de um líder com coragem para enfrentar o STF de forma firme”, disse o apresentador.
Para Dantas, a crise institucional que o Brasil vive é reflexo de uma falta de liderança e respeito pelas prerrogativas de cada poder. Ele ainda lamentou a postura de Alcolumbre ao não manter diálogo com figuras como o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e ao não atender telefonemas ministros do STF, como foi o caso de recente ligação de Gilmar Mendes.
“Como é que o Presidente do Senado não conversa com o Governador do maior Estado do país? Ficou de birrinha? Ah, pelo amor de Deus”, criticou.
Banco Master
Ao participar do programa, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) revelou que o requerimento, de sua autoria, para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master já obteve 34 assinaturas, mas a proposta encontra-se travada na presidência do Senado.
Girão fez questão de frisar que o Master, além de movimentar quantias vultuosas de dinheiro público, tem envolvimento com figuras poderosas da política brasileira, o que ele acredita justificar uma investigação mais profunda.
O senador também mencionou que o escândalo não se limita apenas ao banco, mas pode atingir “pessoas poderosas” e revelar esquemas de corrupção de grandes proporções.
“É uma operação de blindagem. Precisamos descobrir quem são as pessoas por trás disso, quem andava nos jatinhos e quais políticos estavam envolvidos,” acrescentou.
