O regime de Cuba anunciou a suspensão do fornecimento de querosene de aviação em aeroportos do país a partir desta terça-feira (10), em meio à crise energética que afeta a ilha.
Segundo comunicado citado por companhias aéreas estrangeiras, “não haverá mais abastecimento de JetFuel a partir de terça-feira, 10 de fevereiro, às 00h00, horário local”. A informação foi confirmada por fontes à agência EFE.
A notificação oficial, enviada a pilotos e controladores de tráfego aéreo, informa que a escassez de combustível atinge todos os aeroportos internacionais do país. A medida vale por um mês, entre 10 de fevereiro e 11 de março.
O aviso também consta em registro NOTAM da Federal Aviation Administration, com a indicação de que o “combustível de aviação A1 não está disponível”. Companhias aéreas dos Estados Unidos, Espanha, Panamá e México estão entre as mais afetadas.
A suspensão deve provocar mudanças em rotas, frequências e horários de voos no curto prazo.
A decisão ocorre em um cenário de agravamento da crise energética e econômica sob o governo de Miguel Díaz-Canel. O setor de turismo, já impactado desde a pandemia, tende a sofrer novos prejuízos com a redução da oferta de voos.
No fim de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordem executiva ameaçando impor tarifas a países que forneçam petróleo a Cuba, ao citar riscos à segurança nacional americana.
A pressão aumentou após o enfraquecimento do fornecimento de petróleo da Venezuela, antiga aliada do regime cubano. Segundo fontes ouvidas pela EFE, hotéis já começaram a ser fechados, com turistas transferidos para outras unidades, como parte das medidas adotadas diante da escassez de combustível.
