“Energia é usada como ferramenta de repressão”, diz Rubio ao anunciar sanções contra estatal cubana
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Mundo

“Energia é usada como ferramenta de repressão”, diz Rubio ao anunciar sanções contra estatal cubana

Secretário de Estado dos EUA acusa regime de Havana de utilizar o setor energético para controle social e anuncia restrições contra a petrolífera estatal Cupet

Marco Rubio
Foto: Official State Department/ Freddie Everett

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Por Redação

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (11) novas sanções contra a Unión Cuba-Petróleo (Cupet), empresa estatal responsável pela produção, refino e distribuição de combustíveis em Cuba. A medida faz parte da estratégia da administração de Donald Trump para ampliar a pressão econômica sobre o regime comunista da ilha.

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Com a inclusão da companhia na lista de entidades sancionadas pelo Departamento do Tesouro, a Cupet fica impedida de manter relações comerciais e financeiras com cidadãos, empresas e instituições norte-americanas, além de ter eventuais ativos sob jurisdição dos Estados Unidos bloqueados.

Ao anunciar a decisão, o secretário de Estado, Marco Rubio, acusou o governo cubano de utilizar o controle da energia como instrumento de poder político e repressão.

“Hoje, estou sancionando a empresa estatal de energia de Cuba, Unión Cuba-Petróleo (CUPET). As elites comunistas de Cuba têm usado a energia como arma, como instrumento de controle social e para obter lucro cleptocrata”, afirmou Rubio.

O chefe da diplomacia americana também alegou que o regime cubano teria desviado combustíveis para beneficiar integrantes da cúpula governista e forças de segurança, enquanto a população enfrenta escassez e apagões frequentes.

“Durante décadas, o regime roubou e acumulou combustível disponível (…) enquanto o povo cubano sofria com apagões e esperava semanas para abastecer seus carros”, declarou.

Criada em 1992, a Cupet controla praticamente toda a cadeia petrolífera cubana, desde a extração até a comercialização de derivados. Segundo o Departamento de Estado, a estatal também estaria ligada a ativos que teriam sido expropriados de cidadãos americanos após a Revolução Cubana.

As novas restrições se somam a uma série de medidas adotadas pela Casa Branca nos últimos meses contra autoridades e empresas ligadas ao governo de Havana. Desde o retorno de Trump ao poder, Washington tem ampliado as sanções econômicas sob o argumento de combater violações de direitos humanos e ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos.

A decisão ocorre em um momento delicado para Cuba. A ilha atravessa uma das piores crises energéticas dos últimos anos, marcada por falta de combustível, interrupções prolongadas no fornecimento de eletricidade e dificuldades para importar petróleo. Especialistas apontam que o país produz apenas parte da energia que consome e depende significativamente de importações para manter seu sistema funcionando.

Ao justificar a nova rodada de sanções, Rubio afirmou que o objetivo da administração Trump é enfraquecer a capacidade do governo cubano de utilizar o comércio de energia para sustentar sua estrutura política.

“O presidente Trump quer um novo futuro para o povo cubano, com maior liberdade e oportunidades econômicas e políticas. Até lá, continuaremos a atingir a capacidade do regime comunista de usar o comércio de energia para promover sua agenda corrupta e reprimir violentamente o povo cubano”, declarou.

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