Crise no União Brasil: Caiado e Sabino trocam farpas após afastamento do ministro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Crise no União Brasil: Caiado e Sabino trocam farpas após afastamento do ministro

"Não é possível ser soldado de Lula e do União Brasil ao mesmo tempo', diz Caiado. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Governador chama ministro de “traidor” e recebe resposta irônica sobre disputa presidencial

A tensão política no União Brasil ganhou novos contornos nesta quarta-feira (8), quando o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ministro do Turismo, Celso Sabino, trocaram acusações públicas após a Executiva Nacional do partido decidir pelo afastamento do ministro e a abertura de um processo que pode culminar em sua expulsão da legenda.

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Caiado, defensor do rompimento integral com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusou Sabino de agir como um traidor infiltrado dentro do partido.

“Se quer continuar no governo, que se filie ao PT. Aqui não há espaço para quem tem caráter líquido, que toma a forma do frasco do outro”, afirmou o governador, referindo-se à permanência do ministro na Esplanada mesmo após a ordem da sigla para que seus filiados deixassem cargos no governo federal.

A resposta de Sabino veio em tom irônico, mirando a pretensão presidencial de Caiado em 2026. “Quando ele atingir 1,5% nas pesquisas, eu respondo”, disparou.

Mesmo sob forte pressão da cúpula partidária, Sabino afirma que não entregará o cargo. Ele sustenta que sua permanência no governo é estratégica, especialmente às vésperas da COP30, marcada para novembro de 2025, em Belém.

“Pelo bem do turismo e pelos resultados que temos alcançado, especialmente em benefício do povo do Pará, eu continuo no governo. Esse é o melhor projeto para o país”, completou o ministro.

A troca de farpas ocorre após a reunião que formalizou o afastamento de Sabino por 60 dias das funções partidárias e determinou a intervenção no diretório estadual do Pará, reduto político do ministro. O processo de expulsão foi encaminhado ao Conselho de Ética, que terá até dois meses para deliberar.

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