Governador de Goiás pediu rigor do partido na aplicação das regras internas
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou nesta quarta-feira (8) a permanência do ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), no governo do presidente Lula. Ao chegar à reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília, Caiado classificou a postura do correligionário como “imoralidade ímpar”.
“É algo de uma imoralidade ímpar. Como é que você pode estar filiado a um partido, dentro das regras, das definições, dos princípios partidários, e querer ser soldado do Lula e soldado do União Brasil? Essa condição realmente não pode ser sequer admitida”, afirmou o governador.
Segundo Caiado, a reunião tem três pontos de pauta: a intervenção no diretório do Pará, presidido por Sabino; o afastamento de suas funções partidárias; e a abertura de processo de expulsão. O caso será encaminhado ao Conselho de Ética e deve retornar à Executiva em até 60 dias.
Caiado disse que a permanência de Sabino no governo contraria as deliberações do partido. Em 2 de setembro, o União Brasil e o PP anunciaram a saída da base do governo Lula e orientaram seus filiados a deixar os cargos. Sabino chegou a apresentar carta de demissão em 26 de setembro, mas voltou atrás a pedido do presidente.
“Ou é carne ou é peixe, não dá para ser as duas coisas. O partido tem princípios, estatuto e regras. Não pode se dobrar a projeto pessoal”, declarou Caiado.
O governador acusou o ministro de colocar interesses pessoais acima das decisões partidárias, ao insistir em permanecer na Esplanada. Disse ainda que não cabe a um filiado manter o comando estadual do partido e ocupar ministério simultaneamente.
Ao chegar à reunião, Sabino classificou como “equivocadas e açodadas” as decisões do União Brasil e reafirmou que não deixará o governo.
“Fico, tenho a confiança do presidente Lula, e pretendo continuar desenvolvendo os trabalhos que venho fazendo no Ministério do Turismo”, afirmou.
O ministro disse ainda que pretende disputar as próximas eleições pelo partido. “Não pretendo sair do União Brasil. Pretendo ser candidato e vou defender sempre o que for melhor para o Estado do Pará”, completou.
