Presidente da Comissão afirmou que o grupo de servidores e operadores já foi desmantelado
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (13) que a comissão entra em uma nova etapa de investigações, agora voltada ao núcleo político do esquema de fraudes em aposentadorias e pensões.
“Para que essa CPMI pudesse caminhar, nós temos feito, essa presidência tem trabalhado sempre buscando o consenso entre os lados. […] Essa CPMI chegou ao ponto médio, em que os operadores e o núcleo dos servidores foi descoberto, está preso. Da agora para frente, nós vamos entrar no chamado núcleo político”, declarou Viana.
O senador disse ainda que, a partir da próxima reunião deliberativa, não haverá mais consenso nas votações, e todos os requerimentos serão submetidos ao voto. “Assim nós vamos dar sequência e deixar o povo brasileiro saber quem quer ou não trazer para cá as informações”, afirmou.
Durante a reunião, o senador Rogério Marinho (PL-RN) elogiou o trabalho da comissão e disse que “ninguém é imune à corrupção”. Ele lembrou que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso nesta quinta-feira, integrou a equipe de transição do atual governo. “As digitais estão por todo lado. São funcionários antigos que vêm desde 2003 dentro da estrutura da Previdência. Parabéns à CPMI, está fazendo um grande trabalho”, afirmou.
O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) relatou ter sido ameaçado por um deputado estadual ligado à CBPA, entidade investigada, e agradeceu o apoio da comissão e da Polícia Federal. Ele afirmou que a operação desta quinta encontrou um cofre cheio de dinheiro na residência do parlamentar que o ameaçou. “Aos poucos, a gente está encontrando o dinheiro que foi roubado dos aposentados e garantindo que esse dinheiro possa ser devolvido”, disse.
Caixa demora para responder pedidos da CPMI
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) cobrou agilidade da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil no envio de dados sigilosos já autorizados pela CPMI. “Grande parte das informações de quebra de sigilo bancário ainda não chegou, e essa CPMI tem prazo para começar e para acabar”, afirmou.
Viana respondeu que, caso o atraso continue, o presidente da Caixa poderá ser convocado para prestar esclarecimentos. “Se persistir essa situação, nós podemos convocar o presidente da Caixa para que venha aqui dizer exatamente porque não está cumprindo as determinações deste parlamento”, disse o presidente da CPMI.
