Eric Fidelis é investigado por envolvimento em fraudes bilionárias do INSS
A CPMI do INSS ouve em instantes Eric Douglas Martins Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão, André Fidelis. O advogado é apontado por movimentar R$ 10,4 milhões em transações financeiras suspeitas entre 2023 e 2024.
Os valores foram identificados em relatórios do Coaf anexados ao inquérito da Polícia Federal, que apura o roubo feito por associações contra aposentados e pensionistas.
Segundo a investigação, André Fidelis, demitido em julho de 2024, atuava como facilitador para que entidades suspeitas obtivessem ACTs com o instituto federal.
Esses convênios permitiam o desconto de mensalidades diretamente na folha de pagamento de aposentados. Entre 2023 e março de 2024, Fidelis assinou 14 acordos.
Na sessão desta quinta, a CPMI também deve votar 66 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de pessoas e empresas investigadas no esquema bilionário.
OPERAÇÃO SEM DESCONTO
Mais cedo, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova fase da operação que investiga o roubo dos aposentados. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto — demitido após o escândalo vir à tona — foi preso na ação, assim como André Fidelis.
O ex-ministro da Previdência, Ahmed Mohamad (José Carlos) Oliveira, foi alvo de mandados de busca, assim como o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB).
Urgente: PF prende Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS
