Coaf: investigado em CPMI comprou 14 carros de luxo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Coaf: Investigado no “roubo dos aposentados” financiou 14 carros de luxo e movimentou R$ 175 mi

Fernando Cavalcanti - COAF- CPMI INSS
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

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Por Redação

Coaf aponta movimentações milionárias e compra de carros de luxo por investigado no “roubo dos aposentados”

O empresário Fernando Cavalcanti, investigado pela Polícia Federal (PF) por fraudes no INSS, movimentou R$ 175 milhões em dois anos e meio — incluindo o financiamento de 14 carros de luxo.

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As informações constam de um relatório do Coaf enviado à CPMI do “roubo dos aposentados” e obtido pelo Estadão. O documento aponta indícios de transferências incompatíveis com o patrimônio declarado e suspeitas de sonegação fiscal.

Em depoimento à comissão, em outubro, Cavalcanti negou irregularidades. “Nunca fui laranja, operador ou beneficiário de qualquer esquema. Minha atuação sempre foi de gestor”, disse o empresário. Segundo ele, “os pagamentos recebidos eram compatíveis com todas as funções que desempenhava na vida empresarial”.

Até maio, Cavalcanti era vice-presidente do escritório Nelson Willians, também investigado pela CPI. Em setembro, teve bens apreendidos pela PF — entre eles, uma réplica de carro de Fórmula 1 e relógios avaliados em até R$ 1,3 milhão.

De acordo com o Coaf, o empresário financiou ao menos 14 automóveis acima de R$ 200 mil, entre 2023 e 2024. Seis deles foram formalizados apenas entre junho e julho deste ano. O relatório apontou “operações que, por sua habitualidade, valor e forma, configurem artifício para burla da identificação da origem, do destino, dos responsáveis ou dos destinatários finais”.

Fernando Cavalcanti - COAF- CPMI INSS
Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

Outro ponto que chamou atenção foi o curto intervalo entre depósitos e saques, com o “imediato débito dos valores” sem justificativa.

Em uma das contas, Cavalcanti movimentou R$ 79,7 milhões em um ano, segundo o documento. “Suspeita-se de movimentação de recursos de terceiros para fins de sonegação fiscal”, registrou o Coaf, que classificou o padrão como “incompatível com o patrimônio, a atividade econômica e a capacidade financeira do cliente”.

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