CNJ forma maioria para regulamentar “penduricalhos”
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

CNJ forma maioria para regulamentar “penduricalhos”

Proposta fixa limites para verbas extras na magistratura e no Ministério Público

Sede CNJ
Sede do CNJ. Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) formou maioria nesta quarta-feira (8) para aprovar a regulamentação dos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados e membros do Ministério Público. A medida atende à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou limites para essas verbas adicionais.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Pelo entendimento firmado pela Corte em março, os pagamentos extras podem chegar a até 70% do subsídio mensal, desde que divididos em dois blocos: até 35% em verbas indenizatórias e outros 35% referentes ao adicional por tempo de serviço.

A proposta detalha quais benefícios continuam permitidos, como diárias, ajuda de custo, indenizações por férias não usufruídas e gratificações específicas. Já o adicional por tempo de serviço prevê acréscimos progressivos conforme os anos de carreira.

Na prática, a combinação desses valores pode elevar a remuneração para além do teto constitucional, atualmente em torno de R$ 46 mil, podendo atingir cerca de R$ 78 mil em situações de acúmulo máximo.

Relator da proposta, o presidente do STF e do CNJ, Luiz Edson Fachin, afirmou que o texto segue estritamente os parâmetros definidos pelo Supremo, sem ampliar benefícios. Segundo ele, a regulamentação busca garantir segurança jurídica, transparência e uniformidade nos pagamentos.

A resolução também estabelece exceções ao limite, como o décimo terceiro salário, o adicional de férias e gratificações por funções eleitorais. Além disso, cria um novo benefício voltado à proteção da primeira infância, destinado a integrantes das carreiras com filhos de até seis anos.

Os tribunais e órgãos do Ministério Público terão até 30 dias para se adequar às novas regras, que devem impactar as folhas de pagamento já a partir de maio.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade