CMO adia mais uma vez votação da LDO de 2026 a pedido do governo
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

CMO adia mais uma vez votação da LDO de 2026 a pedido do governo

Segundo o presidente da CMO, senador Efraim Filho (União-PB), a mudança se deve à falta de clareza sobre o aumento de impostos e o corte de despesas
Segundo o presidente da CMO, senador Efraim Filho (União-PB), a mudança se deve à falta de clareza sobre o aumento de impostos e o corte de despesas. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Lula recebe ministros e líderes no Palácio do Planalto para discutir soluções fiscais

A votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 foi novamente adiada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional. O adiamento, solicitado pelo governo, ocorre enquanto a equipe econômica busca alternativas para compensar a perda de arrecadação após a derrubada da Medida Provisória (MP) que aumentaria o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Inicialmente prevista para esta terça-feira (21), a votação ainda não tem nova data definida.

Segundo o presidente da CMO, senador Efraim Filho (União-PB), afirmou que o adiamento se deve à falta de clareza sobre o aumento de impostos e o corte de despesas, já que o governo estimava arrecadar R$ 17 bilhões com a MP.

Mais cedo, o presidente Lula (PT) se reuniu com ministros no Palácio do Planalto, incluindo Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de líderes do Congresso Nacional para discutir a situação fiscal.

A LDO define as diretrizes para o Orçamento do ano seguinte e a votação pode ser postergada para novembro, o que impactaria a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

O relator da LDO, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), propôs mudanças no texto original, como o pagamento antecipado de emendas parlamentares e a flexibilização de recursos para saúde e infraestrutura.

Além disso, o Congresso também discute a reforma do Imposto de Renda, que amplia a isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais e aumenta a taxação para os mais ricos. O governo espera aprovar a reforma até o fim de outubro.

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