Câmara votará urgência de projeto que torna falsificação de bebidas crime hediondo Câmara: Hugo Motta pautou urgência para projeto que torna crime hediondo a falsificação de bebidas, após mortes e internações por metanol em São Paulo.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara votará urgência de projeto que torna falsificação de bebidas crime hediondo

Hugo Motta vai levar oito projetos de lei à votação de urgência no plenário, priorizando ações de segurança pública

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Por Redação

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), comunicou que colocará em votação nesta quinta-feira (2) a urgência de um projeto que endurece a legislação contra a falsificação de bebidas alcoólicas. A proposta, que transforma o crime em hediondo, ganhou força depois dos casos de intoxicação por metanol, que já deixaram vítimas cegas, hospitalizadas e resultaram em mortes.

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“Anuncio que estão incluídos na pauta de votações de amanhã dois requerimentos de urgência. Um para o PL 2307/2007, que torna crime hediondo a falsificação de bebidas. Outro para o PL 2810/2025, que aumenta a pena do crime de pedofilia, prevê monitoramento eletrônico dos condenados por crime sexual, entre outras medidas”, disse Motta.

De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, já são 25 casos registrados de intoxicação por metanol, com sete confirmações e cinco mortes atribuídas ao consumo de bebidas adulteradas. Entre os produtos falsificados estão gin, vodca e whisky vendidos em bares e adegas da capital e da Grande São Paulo.

A designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos, perdeu a visão após ingerir drinques em um bar de alto padrão. Já o jovem Rafael Anjos Martins, de 28 anos, permanece em coma desde o início de setembro.

Câmara também votará urgência em outra pauta

Além do projeto sobre bebidas adulteradas, a Câmara também votará a urgência de uma proposta que amplia punições para crimes sexuais, incluindo aumento de pena para pedofilia e monitoramento eletrônico de condenados.

A expectativa é de que os dois projetos avancem com rapidez na Câmara, em meio à pressão da população por respostas legislativas diante do impacto dos casos recentes.

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