Câmara retoma debate sobre proteção a crianças e PECs contra o STF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara retoma debate sobre proteção a crianças e PECs contra o STF

Deputados do PL, Republicanos e Novo prometem cobrar respostas sobre a autonomia da Polícia Federal
Deputados do PL, Republicanos e Novo prometem cobrar respostas sobre a autonomia da Polícia Federal. Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Líderes discutem projeto de regras para internet e pressionam avanço de pautas contra a Corte

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários retomam nesta terça-feira (19) as discussões sobre o projeto que cria regras para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A oposição também pressiona pelo avanço de propostas que limitam o poder do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Hugo deve apresentar ao colégio de líderes a intenção de levar a proposta ao plenário até quarta-feira (20). O texto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já foi aprovado no Senado e está na Câmara desde dezembro de 2024.

“A votação do projeto de lei que protege crianças e adolescentes em ambientes digitais deve ocorrer no Plenário após a comissão geral, marcada para quarta-feira”, disse o presidente da Casa em publicação no X.

O projeto tem relatoria do deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) na Comissão de Comunicação. Segundo o parlamentar, o texto está pronto para votação, apesar da resistência da oposição em relação ao tema.

Pautas da oposição

A oposição também defende a votação da PEC do Fim do Foro Privilegiado, que conta com apoio de partidos do centro. Outras propostas em discussão são a “PEC das Prerrogativas”, que restringe prisões de parlamentares e exige aval do Congresso para abertura de ações penais contra congressistas, e medidas que limitam competências do STF.

Entre elas estão: redução de decisões monocráticas de ministros, mandatos de oito anos para magistrados e possibilidade de o Legislativo derrubar decisões da Corte.

A prioridade do grupo segue sendo o projeto de anistia para condenados dos atos de 8 de janeiro de 2023. Hugo Motta já afirmou que não será aprovada uma anistia “geral e irrestrita”, mas que há espaço para discutir modulação de penas consideradas “exageradas”.

Pautas do Executivo

A base governista espera o envio de um projeto próprio para regulamentação das redes sociais. A minuta prevê retirada de conteúdos ilegais sem decisão judicial, suspensão de plataformas e aplicação de multas.

Outra prioridade do governo é a análise da medida provisória sobre o plano de ajuda contra o tarifaço norte-americano, enviada na semana passada.

Também está na pauta a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Hugo Motta sinalizou que o texto deve ir ao plenário “nos próximos dias”.

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