Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária de igrejas
Brasília, Segunda, 20 de julho de 2026
Política

Câmara aprova PEC que amplia imunidade tributária de igrejas

PEC aprovada pela Câmara pode isentar igrejas de impostos sobre materiais de construção e veículos

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Por Redação

A Câmara dos Deputados aprovou ontem (29), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária de entidades religiosas e de suas organizações sobre tributos incidentes na compra de bens e serviços. Com a aprovação, a PEC 5/23 segue agora para análise do Senado Federal.

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A proposta é de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), ligado à Igreja Universal. O texto aprovado, relatado pelo deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO), amplia a imunidade para bens e serviços ligados à implantação, manutenção e funcionamento de entidades religiosas e templos de qualquer culto, além de creches, comunidades terapêuticas, monastérios, seminários, conventos, serviços de acolhimento institucional, atividades socioassistenciais e demais ações sem fins lucrativos.

A aplicação da imunidade dependerá de lei complementar, que deverá definir critérios nacionais de habilitação e as condições para concessão do benefício. Segundo o relator, o impacto estimado da ampliação é de R$ 1 bilhão por ano.

Na prática, a medida permitirá que entidades deixem de pagar impostos sobre a compra de cimento, tijolos, tintas e outros materiais usados na ampliação de igrejas, além de microfones utilizados em cultos e outros itens de consumo, incluindo carros.

Com a reforma tributária, o Brasil passará a adotar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). O IBS substituirá ICMS e ISS, enquanto a CBS ficará no lugar do PIS/Cofins. A reforma também criou um sistema de devolução de tributos para famílias de baixa renda, com reembolso de 20% dos impostos sobre a maior parte dos produtos e de 100% sobre itens como água, luz e gás.

Defensores da PEC argumentam que, com a separação explícita dos tributos nas notas fiscais, os templos também devem ter imunidade sobre impostos incidentes no consumo. A justificativa é que o consumidor final é o contribuinte de fato, já que o custo dos tributos é repassado ao preço de produtos e serviços.

As bancadas de PT, PCdoB, PV, Psol e Rede votaram contra a PEC pró-igrejas sob o argumento de que a proposta cria “privilégios” e não prevê mecanismos de fiscalização e transparência.

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