Câmara aprova urgência de PL que proíbe desconto automático no INSS - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara aprova urgência de PL que proíbe desconto automático no INSS

Câmara reativa projeto de 2007 para criminalizar com mais rigor a adulteração de bebidas após casos de intoxicação por metanol
Câmara reativa projeto de 2007 para criminalizar com mais rigor a adulteração de bebidas após casos de intoxicação por metanol. Foto: Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite o regime de urgência para o Projeto de Lei 1846/25, que proíbe o desconto automático de mensalidades de sindicatos e associações nos benefícios pagos pelo INSS. O texto segue direto ao Plenário e deve ser votado na próxima semana.

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A proposta foi apresentada pelo deputado Sidney Leite (PSD-AM).

Segundo ele, o objetivo é proteger aposentados e pensionistas de cobranças sem autorização. “É imperioso que este Parlamento atue de forma enérgica para proteger os segurados da Previdência Social, especialmente os aposentados e pensionistas, que frequentemente se encontram em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o mérito do projeto será analisado após a votação do reajuste de servidores do Executivo, que atualmente tranca a pauta. Motta também declarou que outras propostas de combate a fraudes no INSS serão unificadas.

O avanço do projeto ocorre após o escândalo revelado em abril de 2025, quando a Operação Sem Desconto expôs um esquema bilionário de fraudes envolvendo entidades que aplicavam descontos irregulares nos benefícios de aposentados.

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União apuraram que, entre 2019 e 2024, R$ 6,3 bilhões foram desviados por associações que não tinham autorização legal ou estrutura para prestar os serviços prometidos.

As investigações resultaram na abertura de processos contra 12 entidades e causaram a exoneração do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e a saída do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. Após a repercussão, o INSS criou um canal para que segurados peçam o ressarcimento dos valores descontados sem consentimento.

Apesar do escândalo, Motta tem resistido a instalar uma CPI sobre o caso.

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