Câmara aprova PL da adultização após denúncia de Felca
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Câmara aprova PL da adultização

Câmara aprova PL da adultização após denúncia de Felca
Antonio Cruz/Agência Brasil

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Por Isac Mascarenhas

Plataformas terão que remover conteúdos ilegais após notificação, sem necessidade de ordem judicial

A Câmara dos Deputados aprovou por votação simbólica o Projeto de Lei 2.2628/2022, que pretende combater a exploração infantil na internet. O texto, que teve apoio de governistas e oposicionistas, foi apreciado diretamente no plenário após aprovação de requerimento de urgência.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta, havia se comprometido publicamente em priorizar a pauta após ampla repercussão da denúncia do youtuber Felca. A versão final do texto reduziu o risco de censura por controle de conteúdo, principal crítica da oposição.

Relator do PL, o deputado Jadyel Alencar (Rep-PI) restringiu o rol de denunciantes apenas às próprias vítimas e a seus responsáveis legais, ao Ministério Público e a entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

O projeto obriga as plataformas a removerem conteúdos ofensivos após serem notificadas, sem necessidade de ordem judicial, mas a lista sobre motivos ficou bem mais restrita.

Também estabelece que “produtos e serviços” oferecidos no ambiente digital devem “garantir a proteção prioritária de crianças e adolescente e oferecer elevado nível de privacidade, proteção de dados e segurança”.

Além disso, os fornecedores de tecnologia devem tomar medidas para prevenir e mitigar o acesso a conteúdos relacionados a exploração sexual, violência física, assédio e bullying virtual — condições que já integram as regras das comunidades das big techs.

A proposta também determina que os serviços de tecnologia devem disponibilizar informações e ferramentas de controle parental aos responsáveis, para que eles possam proteger os menores. Por fim, cria uma autoridade autônoma, sem vínculo estatal e específica para questões relacionadas à fiscalização e transparência, no âmbito da lei.

Há previsão de punições para as plataformas que infringirem a lei, que incluem multas de até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil e a suspensão temporária ou proibição de suas atividades.

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