O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) saíram em defesa do frei Gilson neste domingo (9). O religioso católico, fenômeno nas redes sociais e com milhões de seguidores, tem sido atacado por setores da esquerda desde a última semana, após uma transmissão ao vivo durante a Quaresma.
Frei Gilson tem sido alvo de críticas por sua ligação com a produtora Brasil Paralelo e seu alinhamento com pautas conservadoras. Os ataques também miram o contraste entre ele e o papa Francisco, que adota posições progressistas. Para a esquerda, o religioso estaria sendo “instrumentalizado” pelo bolsonarismo — tese que ganhou força entre influenciadores ligados ao PT.
Bolsonaro, católico, publicou primeiro uma foto de frei Gilson sem legenda. Depois, escreveu: “Ele vem se apresentando como um fenômeno em oração e, por isso, vem sendo atacado pela esquerda. A fé cristã nunca se curvou à perseguição e não será diferente agora. Minha solidariedade a ele e a todos que defendem os valores de Deus e da família”, declarou o ex-presidente.
– Frei Gilson ( @FreiGilsonCMES ) cada vez mais se apresenta como um fenômeno em oração, juntando milhões pela palavra do Criador. Por isso, cada vez mais, vem sendo atacado pela esquerda.
– A fé cristã nunca se curvou à perseguição e não será diferente agora. Minha… pic.twitter.com/tftnr35Z5T
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) March 9, 2025
Michelle Bolsonaro, evangélica, também manifestou apoio. Em publicação no Instagram, afirmou: “Que Deus te proteja e o livre do homem mau”.
Nikolas Ferreira, principal voz da direita conservadora na Câmara, destacou que, embora existam “divergências teológicas” entre católicos e evangélicos, a fé em Cristo os une diante de ataques comuns. “Fica aqui a minha solidariedade, o meu apoio ao frei Gilson, aos católicos. Obviamente temos as nossas divergências, mas isso não nos divide no amor a Cristo. Pelo contrário, mostra que cada vez mais é necessário irmos nos purificando para lutar contra o inimigo comum que, de fato, é o diabo”, afirmou.
O parlamentar também criticou os ataques ao frei. “As críticas partem de pessoas que odeiam Cristo”, disse Nikolas em vídeo divulgado nas redes.
O motivo é um só: odeiam Cristo. pic.twitter.com/KqlRV10BRf
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 9, 2025
Em setembro de 2024, o Frei chegou a perder o acesso aos 50 grupos de fieis que administrava no WhastApp e ficou uma semana sem fazer lives no Instagram. “A alegação é que transgredimos as regras da plataforma. O que nos deixa perplexos é que nunca nos dizem exatamente o que foi transgredido”, escreveu na época.
O caso chegou a ser chamado de “cristofobia” pela deputada federal Bia Kicis. A deputada ainda afirmou que a censura ao Frei “cala milhares de fiéis que usam as plataformas do frei para se unir e rezar.”
Live da Quaresma alcançou 1 milhão de espectadores
Na quinta-feira (6), frei Gilson mobilizou cerca de 1 milhão de fiéis durante uma live de oração transmitida às 4h da manhã. Porém, o quinto dia de orações do rosário reuniu um pico de mais de 1,3 milhão de dispositivos eletrônicos na madrugada desta segunda-feira (10). Atingida por volta de 5h30, a mobilização ocorre em meio aos ataques que o religioso tem sofrido de militantes de esquerda nas redes sociais nos últimos dias.
Aos 38 anos, o sacerdote lidera a congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e também comanda o grupo musical Som do Monte. Com mais de 5 milhões de inscritos no YouTube, o frei tem lotado missas e eventos religiosos, ganhando destaque entre católicos conservadores.
As transmissões em horários incomuns começaram durante a pandemia e se consolidaram como uma marca do seu trabalho de evangelização.
“Se alguém estivesse pensando coisas ruins, teria aquele amparo e poderia rezar junto”, explicou. Segundo ele, o hábito também é inspirado no exemplo de Jesus Cristo, que passava noites em oração.
Além das orações, o frei também utiliza as redes sociais para compartilhar mensagens motivacionais e ensinamentos religiosos de forma acessível.
