Bolsonaro quer Tarcísio, Mourão e ex-comandantes como testemunhas no STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Bolsonaro quer Tarcísio, Mourão e ex-comandantes como testemunhas no STF

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Por Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incluiu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na lista de testemunhas de defesa no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A petição foi enviada pelos advogados de Bolsonaro na noite desta quinta-feira (6), último dia para resposta às denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Os advogados do ex-presidente negam as acusações e pedem a rejeição da denúncia pelo STF. Caso o tribunal aceite a acusação, a defesa sustenta que Bolsonaro “provará sua inocência por meio da oitiva de testemunhas”.

A lista apresentada ao STF tem 13 nomes, incluindo o ex-ministro Eduardo Pazuello (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, e o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República. Também aparecem os nomes de militares e ex-integrantes do governo Bolsonaro.

Procurado na manhã desta sexta-feira (07), Tarcísio confirmou à CNN Brasil que aceitará depor como testemunha de Bolsonaro. “Claro. Sem dúvida”, afirmou o governador.

Lista de testemunhas apresentadas pela defesa:

– Amaury Feres Saad;
– Wagner Oliveira da Silva (coronel);
– Renato de Lima França;
– Eduardo Pazuello (general);
– Rogério Marinho (senador);
– Hamilton Mourão (senador);
– Ciro Nogueira (senador);
– Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo);
– Gilson Machado (ex-ministro);
– Marco Antônio Freire Gomes (general);
– Carlos de Almeida Batista Júnior (brigadeiro);
– Júlio César de Arruda (general);
– Jonathas Assunção Salvador de Castro.

A defesa de Bolsonaro também pede que o julgamento ocorra no plenário do STF. O ex-presidente foi denunciado por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça ao patrimônio da União, além de deterioração de patrimônio tombado.

A investigação ocorre em meio às críticas sobre o uso do STF para perseguir opositores do governo Lula, enquanto figuras ligadas à esquerda seguem impunes.

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