BC libera inspeção do TCU na liquidação do Banco Master
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Economia

BC libera inspeção do TCU na liquidação do Banco Master

Autoridade monetária retira recursos e restabelece decisão que autoriza fiscalização da Corte de Contas

Banco Central retira embargos e autoriza inspeção do TCU na liquidação do Banco Master após acordo entre os órgãos
Foto: Reprodução/TV Globo

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Por Redação

Após negociações entre o Banco Central e o Tribunal de Contas da União (TCU), a autoridade monetária retirou, nesta terça-feira (13), os recursos que impediam a inspeção da Corte no processo de liquidação do Banco Master.

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O TCU confirmou a formalização do pedido de desistência, o que restabelece a decisão que autoriza a análise dos documentos relacionados à liquidação da instituição financeira.

O acordo foi fechado em reunião realizada na segunda-feira (12) e prevê que a inspeção ocorra sem violar sigilo bancário ou judicial. O entendimento busca permitir a fiscalização sem expor o Banco Central nem criar margem para questionamentos por parte de antigos acionistas do banco liquidado.

Segundo o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, a concordância do BC ocorreu para “fortalecer a segurança jurídica do procedimento”, desde que preservadas as restrições de sigilo e as prerrogativas da autoridade monetária.

Com a retirada dos embargos, técnicos da AudBancos, área especializada do TCU, poderão acessar apenas as informações autorizadas, dentro dos limites legais. A solução negociada também evita a submissão do caso ao plenário da Corte, onde havia expectativa de derrota do BC.

Ainda não há definição detalhada sobre quais dados poderão ser consultados. O escopo de acesso será delimitado para proteger informações sensíveis. A inspeção deve durar menos de um mês e ficará restrita ao necessário para a análise do processo.

Em novembro do ano passado, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, alegando “crise aguda de liquidez” que inviabilizava o cumprimento regular das obrigações da instituição.

O relator do caso no TCU, Jhonatan de Jesus, considerou insuficiente a documentação enviada pelo BC e determinou uma inspeção presencial. A autoridade monetária recorreu e pediu análise colegiada. Após a repercussão do caso, o relator indicou que o tema seria levado ao plenário, movimento agora superado com a retirada dos recursos.

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