Banco Central proíbe “contas-bolsão” usadas por facções para lavar dinheiro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Banco Central proíbe “contas-bolsão” usadas por facções para lavar dinheiro

A taxa Selic permanece em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas.

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Por Redação

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Nova regra obriga bancos e fintechs a identificar todas as transações feitas pelos clientes

O Banco Central publicou nesta segunda-feira (3) uma resolução que proíbe o uso das chamadas “contas-bolsão”, modelo bancário usado por criminosos para movimentar grandes quantias de dinheiro sem deixar rastros.

Essas contas eram abertas por bancos e fintechs para reunir o saldo de vários clientes em uma única conta de liquidação.

Na prática, isso dificultava o rastreamento de quem enviava ou recebia os valores e acabou virando uma brecha usada por facções como o PCC e o Comando Vermelho para lavar dinheiro do tráfico e de outros crimes.

Com a nova regra, todas as instituições financeiras e de pagamento serão obrigadas a individualizar cada operação feita por seus usuários.

A norma também determina que cada cliente tenha registro próprio no sistema de liquidação, impedindo que o dinheiro circule de forma agrupada.

Segundo o BC, o objetivo é aumentar a transparência e reforçar o combate à lavagem de dinheiro. A medida começa a valer em 2026, com prazo para adaptação das empresas.

A decisão veio após investigações da Polícia Federal e do Coaf apontarem que o esquema das contas-bolsão movimentava bilhões de reais em operações ilegais, muitas delas ligadas ao crime organizado.

O Banco Central afirmou, em nota, que as instituições que descumprirem a nova regra estarão sujeitas a sanções e penalidades.

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