Nova regra obriga bancos e fintechs a identificar todas as transações feitas pelos clientes
O Banco Central publicou nesta segunda-feira (3) uma resolução que proíbe o uso das chamadas “contas-bolsão”, modelo bancário usado por criminosos para movimentar grandes quantias de dinheiro sem deixar rastros.
Essas contas eram abertas por bancos e fintechs para reunir o saldo de vários clientes em uma única conta de liquidação.
Na prática, isso dificultava o rastreamento de quem enviava ou recebia os valores e acabou virando uma brecha usada por facções como o PCC e o Comando Vermelho para lavar dinheiro do tráfico e de outros crimes.
Com a nova regra, todas as instituições financeiras e de pagamento serão obrigadas a individualizar cada operação feita por seus usuários.
A norma também determina que cada cliente tenha registro próprio no sistema de liquidação, impedindo que o dinheiro circule de forma agrupada.
Segundo o BC, o objetivo é aumentar a transparência e reforçar o combate à lavagem de dinheiro. A medida começa a valer em 2026, com prazo para adaptação das empresas.
A decisão veio após investigações da Polícia Federal e do Coaf apontarem que o esquema das contas-bolsão movimentava bilhões de reais em operações ilegais, muitas delas ligadas ao crime organizado.
O Banco Central afirmou, em nota, que as instituições que descumprirem a nova regra estarão sujeitas a sanções e penalidades.
