Líder do PL classificou as visitas como um “dever humanitário, moral e institucional”
Após exaltar a escolha do deputado Aécio Neves (MG) como novo presidente nacional do PSDB, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reafirmou nesta sexta-feira (29) que protocolou pedidos oficiais para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e três aliados presos: os generais da reserva Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno, além do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.
Em publicação feita no X, Sóstenes classificou as visitas como um “dever humanitário, moral e institucional” e voltou a criticar as prisões.
“Protocolei oficialmente os pedidos de visita ao Presidente Bolsonaro, ao General Heleno, ao General Paulo Sérgio e ao Delegado Anderson Torres. É inadmissível ver homens inocentes sendo mantidos presos como se fossem inimigos do Estado. Não há justiça quando a punição antecede qualquer comprovação real de culpa”, escreveu.
O deputado citou ainda o versículo bíblico Mateus 5:10.
“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.”
Elogios a Aécio no evento do PSDB
As declarações ocorreram um dia após Sóstenes participar da cerimônia que marcou a posse de Aécio Neves no comando nacional do PSDB. No evento, o líder do PL fez um discurso caloroso em defesa do tucano e ressaltou a trajetória do partido na oposição ao PT.
Segundo Sóstenes, o PSDB “foi o partido que mais tempo enfrentou o PT” e terá papel relevante ao se posicionar novamente no centro político, rejeitando qualquer aproximação com o governo federal.
“Trazendo o partido para o centro, porque o centro é um papel importante nesse país, mas que vocês vão caminhar com o PT, eu tenho certeza que nunca vai acontecer. Nunca. Nunca.”
E a anistia?
O movimento de Sóstenes, porém, ocorre em meio à articulação em torno do PL da anistia aos presos do 8 de janeiro, proposta que inicialmente buscava conceder um perdão amplo e irrestrito aos investigados e condenados.
A ideia, no entanto, ganhou um novo nome, “PL da dosimetria”, após mudanças que passaram a focar na redução das penas aplicadas, e não mais na anistia total.
É importante ressaltar que essa reformulação, rejeitada pela própria oposição, contou com a participação direta de Aécio, que atuou nos bastidores das negociações do Congresso para tentar viabilizar a nova versão do projeto.
