Ex-ministro afirma que decisão está ligada à governabilidade; União Brasil indicou novo nome
Ao confirmar, nesta quarta-feira (17), que deixou o comando do Ministério do Turismo, Celso Sabino anunciou que disputará uma vaga no Senado Federal em 2026 pelo estado do Pará. A saída ocorre após o União Brasil reivindicar a indicação da pasta ao governo do presidente Lula (PT).
Em nota, Sabino afirmou que aceita a decisão como parte da dinâmica política do governo e disse que inicia uma nova etapa de sua trajetória pública.
“Assim como recebi um chamado do presidente Lula, agora recebo e aceito o chamado para uma nova missão, a de disputar as eleições para o Senado Federal, pelo meu estado do Pará”, declarou.
Com a exoneração, Sabino retorna ao mandato de deputado federal e passa a se dedicar à pré-campanha. Ele disse que seguirá alinhado ao projeto político do presidente.
“Tenho a certeza de que temos o melhor projeto para o país e para o meu querido estado do Pará”, afirmou.
Saída do governo e relação com o União Brasil
A saída de Sabino ocorre dias após ele ter sido expulso do União Brasil. A legenda havia determinado o afastamento de seus filiados do governo federal após romper com o Planalto.
Sabino, no entanto, optou por permanecer no cargo para concluir projetos considerados estratégicos, como a realização da COP30, em Belém.
Na nota divulgada nesta quarta, o ex-ministro afirmou que a decisão de ficar até a conferência climática foi tomada por responsabilidade institucional.
“Não seria irresponsável de largar tudo às vésperas, em meio a muitas dúvidas e desafios”, escreveu.
Sabino afirmou que compreende a decisão do governo de promover mudanças na Esplanada para garantir apoio no Congresso.
“Compreendo as relações necessárias para a governabilidade de um país e estou tranquilo em relação a isso”, disse.
O União Brasil indicou para o lugar de Sabino o nome de Gustavo Damião, ex-secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e filho do deputado federal Damião Feliciano (PB).
