Alerta: Fux libera temporariamente contas de beneficiários de programa sociais em bets
Brasília, Quinta, 11 de junho de 2026
Justiça

Alerta: Fux libera temporariamente contas de beneficiários de programa sociais em bets

Ministro Luiz Fux se afasta de ação da Rioprevidência no STF porque seu filho, Rodrigo Fux, advoga no caso

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Decisão mantém proibição para novos cadastros e vale até audiência no STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (19) a obrigação imposta a plataformas de apostas on-line de bloquear e encerrar contas já existentes de beneficiários de programas sociais.

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A decisão atinge regras editadas pelo Ministério da Fazenda e vale até a realização de uma audiência de conciliação marcada para fevereiro de 2026.

Com a medida, permanece válida a proibição para novos cadastros ou abertura de contas em sites de apostas por pessoas que recebem benefícios assistenciais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Contas ativas antes da edição das normas, no entanto, poderão seguir funcionando temporariamente.

Ao justificar a decisão, Fux citou a proximidade do recesso do Judiciário e o risco de efeitos irreversíveis.

“Considerando a iminência do recesso forense e o risco de irreversibilidade de atos concretos praticados sob a égide dos citados atos normativos, defiro parcialmente o pedido cautelar”, afirmou o ministro.

A decisão atende parcialmente a uma ação apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias, que representa operadores do setor.

A entidade questiona normas publicadas pelo Ministério da Fazenda entre setembro e outubro, editadas para regulamentar uma decisão anterior do próprio STF que determinou mecanismos para impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas eletrônicas.

Segundo os autores da ação, as regras extrapolariam o alcance da decisão da Corte ao impor o encerramento automático de contas, sem considerar a possibilidade de que beneficiários tenham outras fontes de renda além dos auxílios assistenciais.

Fux também determinou a realização de uma audiência de conciliação para discutir a aplicação das restrições.

O encontro foi antecipado para 10 de fevereiro de 2026 e deverá reunir representantes do governo federal e de entidades do setor privado, como a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e a Associação Brasileira de Liberdade Econômica (ABLE).

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