Medida preventiva suspende acesso de ambos aos sistemas da Procuradoria-Geral Federal
O ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, e o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, foram afastados da Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão vinculado à AGU (Advocacia-Geral da União). Ambos são servidores concursados.
As decisões foram publicadas nesta quarta-feira (22) em boletim interno da AGU, assinadas pela subprocuradora-geral federal substituta Renata Silva Pires de Carvalho. A portaria nº 736/2025/PGF/AGU estabelece afastamento por 60 dias, com manutenção dos salários, mas suspensão total de acesso aos sistemas da PGF.
Virgílio Filho e a esposa dele, a empresária Thaisa Hoffmann Jonasson, serão ouvidos pela CPMI do INSS hoje (23), às 9 horas, no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.
Os dois só poderão comparecer à Procuradoria quando convocados para tratar de procedimentos administrativos que motivaram a decisão. A medida foi classificada como “preventiva”, por possível envolvimento de ambos com assuntos do INSS dentro da AGU.
Stefanutto e Virgílio foram demitidos do INSS após a operação Sem Desconto, que investigou esquema de descontos ilegais em aposentadorias, estimado em até R$ 6 bilhões. O caso levou à criação de uma CPMI no Congresso.
Stefanutto foi indicado à presidência do INSS pelo PDT, partido do então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Virgílio é procurador federal da Procuradoria Regional Federal da 1ª Região e foi afastado com base no procedimento nº 00407.109100/2025-94. O afastamento de Stefanutto segue o procedimento nº 00407.109135/2025-23.
