Ex-presidente do INSS disse à CPMI que comunicou Polícia Federal e Polícia Civil antes da descoberta do esquema de descontos indevidos
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, declarou à CPMI que apura fraudes em aposentadorias ter buscado as autoridades policiais meses antes da revelação do esquema de descontos ilegais.
Segundo ele, os pedidos de esclarecimento enviados à Polícia Federal e à Polícia Civil de São Paulo, em outubro do ano passado, nunca foram respondidos.

Foto: Agência Brasil
“Enviei ofícios à Polícia Federal e à Polícia Civil de São Paulo solicitando informações que pudessem ajudar o INSS a adotar medidas adicionais. Aguardo a resposta desses documentos até hoje”, afirmou o ex-presidente durante o depoimento.
Stefanutto foi exonerado do cargo logo após a exposição pública do caso. Ele relatou ainda que a Controladoria-Geral da União (CGU) já havia iniciado apurações sobre as irregularidades meses antes de o INSS ser oficialmente informado.
“A CGU procurou a Polícia Federal antes mesmo de termos conhecimento das fraudes”, disse.
O depoimento teve momentos de tensão entre Stefanutto e os parlamentares. O ex-presidente chegou a contestar a forma de condução da oitiva e afirmou que não responderia perguntas do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Logo depois, voltou atrás e continuou a falar à comissão.
