AGU ainda não decidiu se acionará STF após queda do decreto do IOF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

AGU ainda não decidiu se acionará STF após queda do decreto do IOF

O advogado geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, esteve nesta terça (2), no gabinete do senador Mecias de Jesús, do Republicanos de Roraima.
Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quinta-feira (26) que ainda não há decisão tomada sobre uma eventual judicialização da derrubada do decreto que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A nota foi divulgada após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defender que o governo leve o caso ao Supremo Tribunal Federal.

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“A Advocacia-Geral da União informa que, em resposta às notícias divulgadas na mídia sobre a judicialização do Decreto do IOF, não há qualquer decisão tomada e que todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU, após oitiva da equipe econômica”, diz o comunicado oficial.

A AGU afirmou ainda que qualquer eventual medida será anunciada exclusivamente pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, “no momento apropriado”.

Na quarta-feira (25), o Congresso Nacional anulou o decreto presidencial que elevava o IOF. A decisão foi tomada com ampla maioria na Câmara (383 votos a 93) e confirmada no Senado por votação simbólica. Trata-se da primeira derrubada de um decreto presidencial em mais de 30 anos — o último caso foi em 1992, no governo Collor.

Haddad classificou a derrubada como “flagrantemente inconstitucional”. Ele também apontou outras alternativas para compensar a perda de arrecadação: buscar novas fontes de receita ou realizar cortes adicionais no orçamento. A proposta encontra resistência dentro do próprio Executivo.

Nem nós devemos nos ofender quando um veto é derrubado e nem o Congresso pode se ofender quando uma medida é considerada pelo Executivo incoerente com o texto constitucional”, afirmou o ministro.

A reação acontece em meio a uma crise entre Executivo e Legislativo. O Congresso tem rejeitado as medidas fiscais propostas pelo governo para viabilizar o déficit zero. A anulação do aumento do IOF expôs a fragilidade da articulação política e a insatisfação dos parlamentares com o Planalto.

Para tentar conter o desgaste, o governo intensificou a liberação de emendas parlamentares, com empenhos que já ultrapassam R$ 1,7 bilhão.

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