Jeffrey Chiquini afirmou que relatório transforma o exercício legal da defesa em ato ilícito
O advogado Jeffrey Chiquini, que defende o ex-assessor Filipe Martins, reagiu ao relatório da Polícia Federal que acusa Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro de atuarem de forma coordenada com a defesa para “causar tumulto processual” na suposta trama golpista.
Em publicação nas redes sociais, Chiquini afirmou: “A ditadura escalou o nível: agora querem criminalizar o exercício da advocacia. Querem criminalizar o advogado que advoga, criminalizar o bom advogado que maneja recursos constitucionais na defesa do seu cliente (…). NÃO VOU RECUAR UM MILÍMETRO!”
A ditadura escalou o nível: agora querem criminalizar o exercício da advocacia. Querem criminalizar o advogado que advoga, criminalizar o bom advogado que maneja recursos constitucionais na defesa do seu cliente, criminalizar o advogado que age com estratégia processual legítima… pic.twitter.com/D1ea3nLvgy
— Jeffrey Chiquini (@JeffreyChiquini) August 22, 2025
O relatório da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e serviu de base para o indiciamento de Bolsonaro e do filho por suspeita de obstrução de Justiça. A corporação aponta que pai e filho teriam discutido mensagens sobre um mandado de segurança protocolado por Chiquini, questionando decisões do ministro Alexandre de Moraes.
A defesa de Martins sustenta que a medida foi legítima e tinha como objetivo resguardar direitos fundamentais. “A tentativa de sustentar essa tese a partir de conversas privadas de terceiros (…) expõe a completa ausência de critério técnico e a contaminação política dos policiais federais”, disse Chiquini em nota.
Segundo ele, “a tentativa de criminalização da advocacia, além de inadmissível, afronta as prerrogativas profissionais asseguradas pela Constituição e atinge todos os advogados do Brasil”.
A defesa de Bolsonaro não comentou o caso.
