A avaliação será conduzida por médicos da própria corporação
A Polícia Federal comunicou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que a perícia médica do general da reserva Augusto Heleno será realizada na manhã de sexta-feira (12), no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, onde o ex-ministro permanece preso.
A avaliação será conduzida por médicos da própria corporação.
A determinação partiu de Moraes depois que informações contraditórias sobre o quadro clínico de Heleno chegaram ao STF.
O general afirmou a autoridades que convive com Alzheimer desde 2018, enquanto sua defesa sustenta que o diagnóstico só foi confirmado no início de 2025, após exames feitos no ano anterior. A divergência levou o ministro a solicitar um laudo independente antes de decidir sobre o pedido de prisão domiciliar.
Condenado a 21 anos de prisão pelo STF, Heleno está detido no CMP desde o fim de novembro. Logo após a prisão, seus advogados pediram a transferência para o regime domiciliar, alegando agravamento de comorbidades, histórico de transtornos depressivo e ansioso e, principalmente, a suspeita de demência mista.
O pedido foi endossado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Despacho
No despacho em que ordenou a perícia, Moraes destacou que a análise do pleito da defesa depende da comprovação efetiva do diagnóstico. Para isso, a equipe médica da PF fará anamnese, exame físico e uma vistoria das condições de custódia no CMP. Heleno está alocado em área separada.
Além da avaliação clínica, a Polícia Federal solicitou autorização para entrevistar a esposa de Heleno, a fim de esclarecer “pontos relativos ao grau de dependência do general para as atividades de vida diária”.
