Defesa afirma que doença foi identificada apenas em 2025; PGR apoia prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, avalia determinar uma perícia médica no general da reserva Augusto Heleno, preso após a condenação no inquérito do plano golpista. A medida ocorre após a defesa corrigir, no fim de semana, a informação de que o ex-ministro teria sido diagnosticado com Alzheimer em 2018.
No relatório enviado ao STF, os advogados afirmaram que o diagnóstico foi fechado apenas em janeiro de 2025, após exames realizados ao longo de 2024. A perícia solicitada por Moraes busca confirmar se o quadro clínico do militar é de fato severo.
Leia a íntegra da decisão do Moraes
Heleno cumpre pena em regime fechado no Comando Militar do Planalto há mais de uma semana. A defesa pede prisão domiciliar por razões de saúde. A PGR já se manifestou a favor.
No despacho, Moraes apontou contradições nos documentos e determinou a elaboração de um laudo completo por peritos da Polícia Federal, com avaliação clínica, exames laboratoriais, neurológicos, neuropsicológicos e, se necessário, de imagem.
A defesa enviou ao STF uma linha do tempo sobre o histórico médico do general. Segundo os advogados, Heleno teve transtorno depressivo grave em 2018, apresentou queixas cognitivas a partir de 2022, realizou avaliação neuropsicológica em 2024 e recebeu diagnóstico de demência mista — Alzheimer e vascular — apenas em 2025.
Os advogados afirmam que não havia diagnóstico anterior a ser comunicado à Presidência enquanto ele chefiava o Gabinete de Segurança Institucional entre 2019 e 2022.
Nesta segunda (1º), Moraes também concedeu prazo de cinco dias para que a defesa informe se concorda com o pedido de visita feito pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
