Tarcísio defende que PCC seja classificado como grupo terrorista
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Segurança

Tarcísio defende que PCC seja classificado como grupo terrorista

Tarcísio afirma que Grupo Refit se especializou em não pagar tributos e detalha bloqueio de mais de R$ 10 bilhões em operação

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Governador argumentou que a facção criminosa já promoveu ações que “impõem o terror” à população

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) seja enquadrado como organização terrorista.

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Em agenda em Mirandópolis (SP), neste sábado (2), ele argumentou que a facção criminosa já promoveu ações que “impõem o terror” à população e aos agentes de segurança pública.

Tarcísio citou os episódios de maio de 2006, quando 54 policiais, guardas civis e bombeiros foram mortos durante uma onda de violência após a transferência de detentos do PCC para uma penitenciária de segurança máxima.

“Um grupo que coloca a barricada na entrada de uma comunidade, que impõe o terror, que queima ônibus, que quer impor determinadas regras ao estado, quer se sobrepor o Estado ou que domina um determinado território, afastando a política pública do cidadão, esse grupo está realmente se impondo pelo terror e precisa ser classificado como terrorista”, afirmou.

O governador explicou que a mudança permitiria endurecer penas e dificultar o acesso a benefícios como progressão de regime, indulto e saídas temporárias, aumentando o “custo do crime”.

Megaoperação no Rio de Janeiro

O debate sobre o endurecimento das leis ganhou força após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28), que deixou 121 mortos (incluindo quatro policiais).

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) indica que 72% da população do Rio apoia a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas, com maior adesão entre eleitores de direita e independentes.

Na quinta-feira (30), o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), anunciou a criação de um “consórcio da paz” com governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cobrando ações mais firmes do governo federal na segurança pública.

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