Governador argumentou que a facção criminosa já promoveu ações que “impõem o terror” à população
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) seja enquadrado como organização terrorista.
Em agenda em Mirandópolis (SP), neste sábado (2), ele argumentou que a facção criminosa já promoveu ações que “impõem o terror” à população e aos agentes de segurança pública.
Tarcísio citou os episódios de maio de 2006, quando 54 policiais, guardas civis e bombeiros foram mortos durante uma onda de violência após a transferência de detentos do PCC para uma penitenciária de segurança máxima.
“Um grupo que coloca a barricada na entrada de uma comunidade, que impõe o terror, que queima ônibus, que quer impor determinadas regras ao estado, quer se sobrepor o Estado ou que domina um determinado território, afastando a política pública do cidadão, esse grupo está realmente se impondo pelo terror e precisa ser classificado como terrorista”, afirmou.
O governador explicou que a mudança permitiria endurecer penas e dificultar o acesso a benefícios como progressão de regime, indulto e saídas temporárias, aumentando o “custo do crime”.
Megaoperação no Rio de Janeiro
O debate sobre o endurecimento das leis ganhou força após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28), que deixou 121 mortos (incluindo quatro policiais).
Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (3) indica que 72% da população do Rio apoia a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas, com maior adesão entre eleitores de direita e independentes.
Na quinta-feira (30), o governador do RJ, Cláudio Castro (PL), anunciou a criação de um “consórcio da paz” com governadores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cobrando ações mais firmes do governo federal na segurança pública.
