Ministro ironizou alegação de cerceamento feita por defesas do núcleo 1
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rebateu agora há pouco (09) a reclamação de que advogados de defesa precisaram gastar R$ 25 mil para acessar provas da ação que apura tentativa de golpe de Estado.
“Eu li, ministro Flávio, há três, quatro dias, uma das defesas alegando cerceamento, porque para poder ter acesso a tudo isso, gastou 25 mil reais”*, disse Moraes durante seu voto.
“Foi a defesa que pediu [acesso completo às provas da Polícia Federal] e podia ter solicitado a justiça gratuita, se houvesse necessidade”, completou.
Segundo levantamento feito pela CNN, advogados do núcleo 1 teriam gasto R$ 25,8 mil em HDs externos para baixar todo o material. O argumento também foi usado pela defesa do general Augusto Heleno.
Além de Bolsonaro, respondem no processo Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto. Todos são acusados de crimes como organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O julgamento teve quatro sessões reservadas nesta semana. Moraes já afastou todas as preliminares levantadas pelas defesas e começou a analisar o mérito das acusações.
