O advogado Jeffrey Chiquini, defensor de Filipe Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, lançou uma grave acusação contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em vídeo publicado nesta quarta-feira (23). Ele apresentou evidências de que a Corte editou o depoimento do general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), prestado em 16 de julho, no âmbito do inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
Durante a audiência, Chiquini questionou a postura de segurança do GSI no dia dos atos nos 3 poderes, questionando o general sobre o efetivo presente no Palácio do Planalto. Na ocasião, Moraes interrompeu o advogado de Filipe, afirmando que a pergunta
já havia sido respondida pela testemunha, em uma tentativa de controlar o ritmo
e a direção da audiência.
Alerta: Chiquini denuncia manipulação de prova em audiência do STF pic.twitter.com/seWqR8Kqn6
— PortaldoDantas (@PortaldoDantas) July 23, 2025
Chiquini mostrou que, durante a audiência, perguntou ao general se havia tropa de prontidão no Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro de 2023. O militar respondeu: “Havia.” Logo após, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, cassou a palavra do advogado.
Segundo Chiquini, a Corte removeu do vídeo oficial o trecho em que ele questionou Moraes com a seguinte pergunta: “Só para esclarecer, o sr cassou a minha palavra?” A resposta do ministro, “Por favor, doutor, cacei a palavra. Cacei a palavra”, também foi suprimida. A transcrição do depoimento, porém, preservou o diálogo, revelando a edição.

“Por que esconder que um advogado foi cerceado?”, questionou Chiquini. Ele criticou a conduta do STF, afirmando que a manipulação de provas compromete a credibilidade da instituição. “Se eu, como advogado, tivesse apresentado um documento adulterado, seria preso em menos de 24 horas ou até cassado”, declarou.
Jeffrey Chiquini afirma que está protocolando uma denúncia formal junto à OAB e o OAB Paraná contra Moraes.
