Mauro Cid irá depor novamente
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal realize o interrogatório de Marcelo Costa Câmara, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro preso preventivamente nesta quarta-feira (19), de seu advogado, Eduardo Kuntz, e do delator Mauro Cid.
O foco do depoimento são as mensagens trocadas por meio do perfil @gabrielar702 no Instagram, durante o período em que Cid estava proibido de acessar redes sociais por ordem judicial. O advogado Eduardo Kuntz, que defende Câmara — um dos réus no inquérito da chamada “trama golpista” — afirmou ter conversado com Cid pelo perfil no início de 2024.
Na mesma decisão que resultou na prisão de Câmara, o ministro do Supremo abriu um novo inquérito, sob sua própria relatoria, para apurar a suposta prática do crime de obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa.
Conforme a análise de Moraes, “no período em que era investigado e também durante o período que esteve preso preventivamente, por meio de seu advogado, [Câmara] buscou obter informações sigilosas acerca do acordo de colaboração premiada do corréu MAURO CÉSAR BARBOSA CID, o que pode caracterizar, em tese, o delito de obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa”.
A investigação busca esclarecer se houve tentativa de interferência no processo de colaboração de Cid.
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