Com a queda na popularidade, Lula aposta em entrevistas e viagens para reverter o cenário. A troca no comando da Secretaria de Comunicação Social (Secom), com a saída de Paulo Pimenta e a entrada de Sidônio Palmeira, marca essa nova estratégia.
Na quinta-feira (30/1), Lula concedeu uma rara coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Questionado sobre a alta da taxa Selic, defendeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que não “pode dar um cavalo de pau em um mar revolto”.
Sobre Gleisi Hoffmann, disse que ainda não definiu se a presidente do PT assumiria um cargo no governo.
Em relação a Donald Trump, afirmou que responderá com reciprocidade caso o republicano imponha tarifas a produtos brasileiros.
A pesquisa Quaest revelou que, a reprovação ao governo Lula superou a aprovação: 49% contra 47%. Para tentar reverter essa tendência, Lula retoma sua agenda de viagens, interrompida desde seu acidente doméstico. O presidente quer aproveitar essas viagens para dar entrevistas a rádios locais e tentar convencer a população de que seu governo traz resultados.
A nova estratégia de comunicação do governo tem mostrado o temor com a perda de apoio popular e a necessidade de reforçar a imagem do petista diante do eleitorado.
