49% consideram pena de Bolsonaro exagerada, aponta Quaest
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

49% consideram pena de Bolsonaro exagerada, aponta Quaest

Bolsonaro em prisão domiciliar. Foto: Cristiano Mariz
Bolsonaro em prisão domiciliar Justiça do DF determinou ao ex-presidente o pagamento de honorários à defesa de Boulos após perder ação por danos morais. Foto: Cristiano Mariz

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Pesquisa também mostra divergência sobre tornozeleira e inelegibilidade

Pesquisa do instituto Genial/Quaest, divulgada hoje (17), aponta que 49% dos brasileiros consideram exagerada a condenação de 27 anos e 3 meses imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Para 35%, a pena é adequada, enquanto 12% a julgam insuficiente. Outros 4% não souberam responder.

A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro na quinta-feira (11) por participação em uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

O levantamento também avaliou medidas cautelares impostas ao ex-presidente. A determinação do ministro Alexandre de Moraes para uso da tornozeleira eletrônica é considerada adequada por 48% dos entrevistados. Para 35%, a medida foi exagerada; 13% a consideram insuficiente e 4% não souberam opinar.

A prisão domiciliar, exigida após descumprimento de cautelares, é vista como adequada por 51% dos brasileiros. Por outro lado, 28% acham a medida exagerada, 16% insuficiente e 5% não souberam responder.

A condenação do TSE que tornou Bolsonaro inelegível por oito anos, em 2023, é considerada adequada por 47%. Já 35% a classificam como exagerada, 12% como insuficiente e 6% não opinaram.

Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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