Presidente ucraniano alerta sobre armas nucleares e pede retorno de crianças levadas por Moscou
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou agora há pouco (24) que a guerra em seu país não tem cessar-fogo porque a Rússia se recusa a negociar um acordo. O alerta foi feito durante discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
“A guerra da Rússia contra o nosso país continua enquanto pessoas seguem morrendo todas as semanas. Não há cessar-fogo porque a Rússia se recusa”, afirmou na tribuna.
Zelensky afirmou que Moscou sequestrou milhares de crianças ucranianas e pediu que elas sejam devolvidas. Ele também alertou para o risco do uso de armas nucleares e informou que a Rússia continua atacando a usina de Zaporizhzhia.
“O século 21 é diferente do passado. Se uma nação quer paz, ela ainda precisa ter armas. É doentio, mas é a realidade. Não é a lei internacional nem a cooperação que decide quem sobrevive.”, disse.
O presidente ucraniano destacou ainda a evolução dos drones no conflito e os poderes destrutivos dessas armas. Zelensky enfatizou a necessidade de regras globais para o uso de inteligência artificial em armamentos.
“Estamos passando pela pior corrida armamentista da história humana”, disse. “Nós precisamos de regras globais para o uso da inteligência artificial em armamentos, e isso é tão urgente quanto prevenir a disseminação das armas nucleares. Nós precisamos restaurar a cooperação internacional, que de fato trabalhe pela paz e pela segurança. Daqui a alguns anos pode ser tarde demais.”
O conflito começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala da Ucrânia e anexou as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Moscou mantém cerca de um quinto do território ucraniano e avança lentamente pelo leste.
Enquanto a Ucrânia realiza ataques dentro da Rússia para atingir a infraestrutura militar, Moscou intensifica bombardeios e ofensivas com drones. Ambos os lados negam ataques a civis, mas milhares de ucranianos morreram, e os Estados Unidos estimam 1,2 milhão de mortos ou feridos desde o início do conflito.
