Rússia ameaça países da UE por ativos congelados
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Rússia ameaça países da UE por ativos congelados

Foto: Reprodução/X@RT

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Por Redação

Medvedev alerta que bens russos não serão tocados

Hoje (15), a Rússia alertou países europeus que perseguiria qualquer país que tentasse tomar seus ativos, após relatos de que a União Europeia estaria considerando usar bilhões de dólares em ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia.

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Depois que o presidente Vladimir Putin enviou o Exército russo à Ucrânia em 2022, os Estados Unidos e aliados proibiram transações com o banco central e o Ministério das Finanças russos e bloquearam entre US$ 300 bilhões e US$ 350 bilhões em ativos soberanos russos, principalmente títulos do governo mantidos em depósitos europeus.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, quer que a União Europeia encontre uma forma de financiar a defesa da Ucrânia usando saldos de caixa associados a esses ativos congelados. Segundo o site Politico, a Comissão estuda usar depósitos russos no Banco Central Europeu, provenientes de títulos vencidos, para criar um “Empréstimo de Reparação” à Ucrânia.

“Se isso acontecer, a Rússia perseguirá os Estados da UE, bem como os degenerados europeus de Bruxelas e países individuais da UE que tentarem se apropriar de nossas propriedades, até o final do século”, escreveu o ex-presidente russo Dmitry Medvedev no Telegram.

Medvedev, que é vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, acrescentou que Moscou processará os Estados europeus de “todas as formas possíveis” e em “todos os tribunais internacionais e nacionais possíveis”, além de “extrajudicialmente”.

Segundo a Rússia, qualquer apreensão de seus ativos equivale a um roubo pelo Ocidente e comprometerá a confiança em títulos e moedas dos Estados Unidos e da Europa.

A invasão russa à Ucrânia começou em fevereiro de 2022. Moscou ocupa atualmente cerca de um quinto do território ucraniano e anexou quatro regiões: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Enquanto Donald Trump pressiona por um acordo de paz, a Ucrânia intensifica ataques dentro da Rússia, mirando infraestrutura militar. Moscou responde com ofensivas aéreas e ataques com drones. Ambos os lados afirmam não visar civis, mas milhares de ucranianos morreram. Estima-se que o conflito já deixou 1,2 milhão de mortos ou feridos, segundo os Estados Unidos.

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