Wajngarten e Kuntz negam tentativa de obstrução em investigação da PF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Wajngarten e Kuntz negam tentativa de obstrução em investigação da PF

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Por Redação

A Polícia Federal ouviu nesta terça-feira (1º) os advogados Fábio Wajngarten e Eduardo Kuntz por suspeita de obstrução na investigação que apura tentativa de golpe de Estado, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos negaram qualquer conduta ilícita.

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Além dos dois, também prestou depoimento Paulo Cunha Bueno, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro. As oitivas ocorreram simultaneamente em São Paulo e Brasília, após documentos entregues à PF pela defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, declarou:
“Repudio de forma veemente a acusação de tentativa de tumultuar, de desorganizar, de atrapalhar ou de embaraçar a investigação. Repudio.”
E acrescentou:
“Estou estudando a possibilidade de ingressar com ações de denunciação caluniosa contra quem quer que seja.”

Kuntz, que defende o ex-assessor da Presidência Marcelo Câmara, destacou a postura da PF durante o depoimento:
“Queria enaltecer a conduta e a postura do Dr. Fábio Schor, que me permitiu responder todas as perguntas, esclarecer todos os fatos.”
Também reafirmou que sua atuação foi dentro da legalidade:
“Minha atuação profissional e legal foi totalmente dentro dos parâmetros, sem qualquer tipo de conduta ilícita ou com falha ética.”

Segundo a PF, as apurações buscam esclarecer conversas em redes sociais atribuídas a Kuntz, reveladas pela revista Veja. Ele teria tentado contato com a filha menor de idade de Mauro Cid, sugerindo que apagasse mensagens e articulasse um encontro com o pai.

A defesa de Cid afirma que Kuntz e Bueno procuraram a filha e a mãe do tenente-coronel para tentar interferir na delação. Também alegam que Wajngarten buscou contato com a esposa e a filha de Cid.

Moraes destacou que as ações indicam, em tese, o crime de obstrução de investigação de organização criminosa. A PF também deve anexar ao inquérito os dados extraídos do celular da filha de Cid.

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