Nome é aliado histórico de Lula e Dilma Rousseff
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira (13) a indicação do advogado e ex-deputado federal Wadih Damous para presidir a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O placar foi de 16 votos a favor e 5 contrários. Damous, indicado pelo presidente Lula, segue para análise do plenário da Casa, prevista ainda para esta tarde.
Ex-presidente da OAB no Rio de Janeiro e deputado federal entre 2015 e 2018, Damous foi aliado direto da ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment. Atualmente, ocupa o cargo de secretário nacional do Consumidor no Ministério da Justiça do governo Lula.
Durante a sabatina, Damous declarou que “a saúde não pode ser tratada como mera mercadoria” e defendeu que a inteligência artificial não substitua médicos. Criticou cancelamentos unilaterais de contratos coletivos e reajustes abusivos.
Ele também pontuou sobre a criação de planos populares com cobertura restrita a consultas e exames, dizendo que o modelo já foi testado e enfrenta resistência tanto de consumidores quanto de operadoras.
“Dizem que esse plano vai desonerar o SUS. Será? A pessoa faz o exame, pagou a mensalidade barata, e teve um diagnóstico ruim, para onde vai correr? Vai para o SUS”, afirmou.
Por fim, defendeu uma atuação mais moderada, com diálogo junto às operadoras de planos de saúde, para conter o avanço da judicialização no setor.
“Os planos cobrem cerca de um quarto da população brasileira, têm um faturamento que ultrapassa os R$ 350 bilhões, e o Brasil é o segundo maior mercado de planos de saúde do mundo […] Cabe à ANS moderar abordagens com vistas a garantir o atendimento de qualidade, com regras claras, mas preservando a saúde econômica do setor.”
