Até maio, apenas 41 mil passagens foram vendidas por meio do programa
Mesmo prestes a completar um ano, o programa Voa Brasil, lançado pelo governo Lula com a promessa de oferecer passagens aéreas baratas para aposentados do INSS, fracassou em seu objetivo. Das 3 milhões de passagens previstas, apenas 41 mil foram vendidas até maio deste ano, o que representa 1,37% da meta.
O desempenho fraco reflete baixa adesão dos beneficiários e limitações do programa, como a oferta restrita a datas e horários específicos, o que dificulta o planejamento.
“Essas passagens têm que ser quando há horário disponível, e não quando a gente quer”, disse a aposentada Maria Aparecida Albernaz ao jornal O Globo.
Em janeiro foram pouco mais de 5,3 mil bilhetes vendidos; em maio, caiu para 2,6 mil. A Latam lidera com 42,6% das passagens vendidas, seguida pela Gol (42%) e Azul (15%). No último mês, a Gol vendeu apenas dez bilhetes, por problemas técnicos.
Sem uso de recursos públicos, o Voa Brasil depende de assentos ociosos em voos de baixa temporada. A ideia era aproveitar a capacidade excedente das companhias aéreas sem interferir na concorrência do setor.
Lançado ainda na gestão do ex-ministro Márcio França, o programa foi adiado diversas vezes e hoje atende apenas aposentados, sem incluir pensionistas. A promessa de expansão para estudantes do Prouni ainda não saiu do papel.
Apesar do fracasso nos números, o Ministério de Portos e Aeroportos afirma que o Voa Brasil tem “papel social importante”, facilitando o acesso ao transporte aéreo para quem não viajou no último ano. A meta de 3 milhões, segundo a pasta, se refere ao total prometido pelas companhias, não a uma obrigação estatal.
