Alessandro Vieira quer investigar contrato de esposa de Moraes com Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alessandro Vieira quer investigar contrato de esposa de Moraes com Master

Em postagem nas redes sociais, Vieira afirmou que o acordo está “fora do padrão da advocacia”
Em postagem nas redes sociais, Vieira afirmou que o acordo está “fora do padrão da advocacia”. Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Senador questiona R$ 129 milhões pagos pelo Banco e possível atuação do ministro

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou que pretende, após o recesso parlamentar, iniciar uma investigação no Senado sobre um contrato de aproximadamente R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em postagem nas redes sociais, Vieira afirmou que o acordo está “fora do padrão da advocacia” e que há indícios de atuação direta do magistrado em favor da instituição financeira.

“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o Banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o parlamentar.

As declarações surgem em meio à divulgação de reportagem do jornal O Globo que apontam que o escritório Barci de Moraes Associados, ligado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, recebeu pagamentos mensais milionários do Master durante três anos.

A investigação jornalística também trouxe à tona contatos de Moraes com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, enquanto a autarquia analisava a situação do banco.

De acordo com as apurações, Moraes teria mantido pelo menos quatro comunicações com Galípolo — três por telefone e uma presencial — defendendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, e solicitando a aprovação da venda do banco para o Banco Regional de Brasília (BRB).

Técnicos do BC, entretanto, identificaram fraudes envolvendo R$ 12,2 bilhões em créditos transferidos ao BRB, o que inviabilizou a operação. Posteriormente, Vorcaro e seis executivos foram presos pela Polícia Federal, e o BC decretou a liquidação extrajudicial do banco.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade