Presidente do BC reforça que Selic segue restritiva até a convergência para a meta de 3%
Segundo ele, a inflação ainda não convergiu para a meta de 3%, o que sustenta a necessidade de manter os juros em patamar considerado restritivo.
Durante evento da Febraban em São Paulo, Galípolo reconheceu que o BC gostaria de ver uma queda mais rápida da inflação, mas ponderou que acelerar esse processo envolve custos e escolhas difíceis, especialmente num ambiente de pressões persistentes. “Ainda estamos insatisfeitos, não estamos onde gostaríamos”, disse.

O presidente da autarquia reforçou que o BC está preparado para usar a taxa Selic sempre que for necessário para garantir o cumprimento do mandato de estabilidade de preços.
A Selic está hoje em 15% ao ano, e o mercado acompanha com cautela quando o ciclo de cortes poderá começar.
O relatório Focus divulgado nesta segunda-feira reduziu de 12,25% para 12% a projeção da taxa ao fim de 2026, mas não aponta expectativa de cortes na última reunião de 2025.
Ao comentar estabilidade financeira, Galípolo afirmou que bancos são instituições naturalmente “falíveis” e que o BC deve aprender com episódios passados para evitar novos riscos sistêmicos.
Sem mencionar diretamente a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada neste mês, ele disse que a instituição “seguiu o gabarito” na condução das ações sobre o setor.
