Presidente da ALPB rebate críticas de Zema e cobra respeito ao Nordeste Adriano Galdino (Republicanos-PB) rebateu críticas de Romeu Zema ao Nordeste e acusou Sul e Sudeste de receberem privilégios da União.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Presidente da ALPB rebate críticas de Zema e cobra respeito ao Nordeste

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Por Redação

Presidente da ALPB lembrou dívida bilionária de Minas com a União

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, respondeu nesta quinta-feira (4) às declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e chamou de “preconceituosa” a fala do mineiro contra o Nordeste.

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“É uma fala preconceituosa, como sempre, contra o nosso Nordeste. Nós precisamos repercutir isso de maneira forte e firme, em defesa da Paraíba e da nossa região”, afirmou Galdino durante a abertura da sessão plenária, ao exibir o vídeo da entrevista em que Zema diz que os estados pobres do Brasil são sustentados pelos mais ricos e que o assistencialismo teria que acabar.

O presidente da ALPB lembrou que os números desmentem a fala de Zema. Citando dados apresentados pelos governadores nordestinos em nota de repúdio, ele disse que em 2024 o BNDES destinou quase R$ 100 bilhões para Sul e Sudeste, contra apenas R$ 13 bilhões para o Nordeste.

“E vem esse cidadão dizer que o Nordeste é beneficiado com uma ajuda eterna. Os números mostram exatamente o contrário”, disse.

Galdino também destacou que, em 2025, a renúncia fiscal beneficiou o Sudeste em R$ 256 bilhões, enquanto o Nordeste recebeu R$ 79 bilhões.

“Isso significa quase quatro vezes mais. Todos os indicadores mostram que a República sempre teve olhos voltados para o Sul e Sudeste, enquanto o Nordeste recebe apenas migalhas”, criticou.

O parlamentar ainda contestou a ideia de que os programas sociais estariam concentrados no Nordeste.

“A maior despesa com Bolsa Família e BPC está em São Paulo. Eles repetem essa falácia porque querem reforçar a visão preconceituosa de que somos um peso para o Brasil, quando a realidade é justamente o contrário”, afirmou.

Em tom de cobrança, Galdino pediu união da classe política nordestina para enfrentar o discurso que coloca a região como dependente de verbas da União. Ele também lembrou que Minas Gerais tem a maior dívida com o governo federal, de cerca de R$ 170 bilhões, e que o estado negocia para não pagar.

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