Senador fala em “crueldade” e compara situação do ex-presidente ao caso Clezão
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) defendeu, em publicação nas redes sociais na manhã desta sexta-feira (28), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em pauta o Projeto de Lei 5977/2025, conhecido como PL do Fim dos Exageros, e comparou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao caso de “Clezão”
“Presidente Davi Acolumbre, o país precisa que Vossa Excelência coloque em pauta o PL do Fim dos Exageros, o PL 5977/2025. O que estão fazendo com Bolsonaro segue o mesmo roteiro de crueldade que fizeram com Clezão: enfraquecer, isolar, negar cuidados e transformar dor humana em ferramenta de poder”, escreveu o senador Carlos Viana (Podemos-MG) nas redes sociais.
No mesmo post, Viana afirmou que o país “assiste, em tempo real, a um ex-presidente debilitado”, citando problemas de saúde de Jair Bolsonaro, incluindo refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão essencial primária, doença aterosclerótica do coração e crises decorrentes da facada.
“Esse projeto não é de um senador. É de famílias inteiras esmagadas por abusos, distorções e interpretações que nunca deveriam ter entrado no sistema de justiça. Não podemos permitir que um ex-presidente debilitado caminhe para o mesmo destino de Clezão. A história vai perguntar quem se calou e quem teve coragem de agir. A hora é agora”, publicou.
A manifestação ocorre após a oposição no Senado protocolar o projeto conhecido como “PL do Fim dos Exageros”, que já reúne mais de 35 assinaturas para tramitação em regime de urgência.
O texto, de autoria de Carlos Viana, propõe a revogação dos crimes de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito” e “golpe de Estado”, retirando da legislação os tipos penais usados na condenação de Bolsonaro.
Viana afirmou que o objetivo é corrigir distorções criadas pela legislação aprovada em 2021. Segundo ele, o projeto busca tornar a lei mais clara e evitar interpretações abertas. Em declaração anterior, disse: “Fim dos exageros! Sim, o PL 5977/2025 alcança Jair Bolsonaro e todos os presos do 8 de janeiro. A revogação de tipos penais produz efeito automático sobre qualquer pessoa condenada com base neles”.
Com a retirada desses crimes, permaneceriam apenas as condenações por dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado, o que reduziria a pena máxima para seis anos e permitiria o cumprimento em regime aberto.
O pedido de urgência foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). Para ser votado diretamente em plenário, o requerimento ainda depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O projeto também gerou reação contrária dentro do governo, que acompanha o avanço da proposta e avalia riscos de nova derrota política no Congresso.
