Venezuela mobiliza milícias e exibe arsenal limitado diante dos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Venezuela mobiliza milícias e exibe arsenal limitado diante dos EUA

Em resposta ao EUA, Maduro convocou 4,5 milhões de militares e exibiu o arsenal de armas da Venezuela
Em resposta ao EUA, Maduro convocou 4,5 milhões de militares e exibiu o arsenal de armas da Venezuela

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Por Redação

Pressão de Washington leva Maduro a convocar 4,5 milhões de milicianos

Sob pressão dos Estados Unidos, a Venezuela de Nicolás Maduro mantém um Exército com equipamentos defasados e capacidade limitada, segundo o Balanço Militar 2025 do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

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Nesta semana, Trump enviou seis navios de guerra para o sul do Caribe, próximo à costa venezuelana, com objetivo de conter cartéis de drogas. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Maduro “não é um presidente legítimo”, é “fugitivo” e “chefe de cartel narcoterrorista”, e que os EUA usarão “toda a força” contra o regime. A recompensa por informações que levem à captura de Maduro chegou a US$ 50 milhões.

O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro de conspiração com narcoterrorismo, tráfico de drogas, importação de cocaína e uso de armas em apoio a crimes ligados ao tráfico. Ele também é apontado como líder do Cartel de los Soles, recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.

Em resposta, Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos. A Milícia Bolivariana, composta por reservistas e criada por Hugo Chávez, integra atualmente os cinco componentes da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

O IISS aponta que as Forças Armadas venezuelanas enfrentam restrições por sanções, isolamento regional e crise econômica, com orçamento de defesa de US\$ 640 milhões em 2024 — menos de 0,1% do gasto militar dos EUA.

O arsenal inclui:
  • 123 mil soldados distribuídos entre Exército, Marinha, Força Aérea e Guarda Nacional;
  • 844 tanques e veículos blindados;
  • 545 peças de artilharia;
  • 95 navios de patrulha e combate;
  • 79 jatos (F-5, F-16, Su-30, K-8W);
  • 9 helicópteros de ataque;
  • 2 fragatas e 2 submarinos;
  • Drones Mohajer 2 e 6, além de produção nacional Ansu-100;
  • Mísseis de curto alcance dos EUA e Rússia;
  • Defesa aérea com sistemas S-300 e mísseis hipersônicos de curto alcance.

Especialistas destacam que grande parte do equipamento está obsoleta ou com prontidão incerta. Apenas metade dos Sukhoi-30 estaria operacional, e aviões e veículos são frequentemente reparados com peças de outras aeronaves.

Os três destróieres americanos enviados ao Caribe superam o poder de fogo da Marinha venezuelana, equipados com mísseis Tomahawk de longo alcance e alta precisão. A movimentação visa pressionar Maduro e dissuadir o tráfico marítimo, sem intenção declarada de ataques diretos em solo venezuelano, segundo o professor Vitelio Brustolin, da UFF e pesquisador de Harvard.

Maduro defende que a mobilização das milícias reforça a soberania venezuelana e a prontidão interna, envolvendo trabalhadores e camponeses armados para proteger o país diante das “ameaças” dos EUA.

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