Maduro é acusado pelos EUA de chefiar narcoestado aliado a guerrilhas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Maduro é acusado pelos EUA de chefiar narcoestado aliado a guerrilhas

EUA oferece US$ por informações de Maduro

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

DEA aponta ligação do regime venezuelano com FARC, ELN e cartéis mexicanos

O diretor da Administração de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA), Terry Cole, afirmou que a ditadura de Nicolás Maduro transformou a Venezuela em um “estado narcoterrorista”, atuando em cooperação com guerrilhas marxistas colombianas para enviar cocaína em escala recorde aos cartéis mexicanos que abastecem o mercado americano. As declarações foram dadas em entrevista à Fox News.

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“A Venezuela se tornou um estado narcoterrorista que continua a colaborar com as FARC e o ELN da Colômbia para enviar quantidades recorde de cocaína da Venezuela para os cartéis mexicanos, que continuam a entrar nos Estados Unidos”, disse Cole.

Segundo o diretor da DEA, apesar do reforço das operações antidrogas ordenadas pelo presidente Donald Trump, as apreensões já superam anos anteriores. Ele alertou ainda para o avanço de outras drogas: “continua a aumentar a quantidade de metanfetamina e fentanil que entra no país”.

Cole responsabilizou diretamente o regime chavista. “A corrupção venezuelana, a ditadura venezuelana, é narcoterrorista. Eles continuam a enviar esse veneno para os Estados Unidos, matando centenas de milhares de americanos, sem mencionar os membros da (gangue) Tren de Aragua que eles enviam para o nosso país para destruir suas belas ruas”, afirmou, repetindo palavras de Trump.

A Casa Branca trata Maduro como líder de cartel de drogas e oferece US$ 50 milhões por sua captura. Nesta semana, a porta-voz Karoline Leavitt declarou que Washington está preparado para “usar todo o seu poder” contra o regime. Os EUA enviaram navios de guerra para próximo da Venezuela com o objetivo de conter o tráfico.

Nos últimos meses, autoridades americanas informaram ter apreendido 30 toneladas de cocaína ligadas a operações de Maduro e sete toneladas atribuídas pessoalmente ao ditador. Ativos avaliados em mais de US\$ 700 milhões, incluindo aviões, veículos e bens de luxo, também foram confiscados.

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