Veja a íntegra da proposta dos EUA para taxar o Brasil
Brasília, Domingo, 19 de julho de 2026
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Veja a íntegra da proposta dos EUA para taxar o Brasil

USTR aponta seis áreas de conflito com o Brasil e abre consulta pública antes de eventual sanção

Foto: Reprodução/YouTube

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou hoje (1º) o documento que propõe a aplicação de tarifas de 25% sobre importações brasileiras, no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

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A proposta ainda será submetida a consulta pública e audiência prevista para 6 de julho. A decisão final sobre eventuais medidas corretivas deverá ser tomada até 15 de julho.

No relatório, o governo americano conclui que determinadas políticas e práticas adotadas pelo Brasil seriam “desarrazoadas ou discriminatórias” e estariam impondo restrições ao comércio dos Estados Unidos.

O documento lista seis áreas consideradas problemáticas pela administração americana:

  • comércio digital e serviços de pagamento eletrônico;
  • tarifas preferenciais concedidas a México e Índia;
  • combate à corrupção;
  • proteção da propriedade intelectual;
  • acesso ao mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

Entre os argumentos apresentados, o USTR cita decisões de tribunais brasileiros contra plataformas digitais americanas, críticas ao sistema de pagamentos Pix, questionamentos sobre acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia e alegações de falhas no combate à corrupção e à pirataria. O relatório também menciona a revisão de acordos da Operação Lava Jato e decisões judiciais relacionadas às investigações de corrupção no país.

Apesar da proposta de tarifa geral de 25%, os Estados Unidos sugerem uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos. Entre eles estão carne bovina, café, petróleo, minerais metálicos e outras commodities incluídas no anexo do documento.

Segundo o USTR, as exclusões foram sugeridas para evitar impactos sobre cadeias produtivas americanas e sobre produtos cuja oferta doméstica é considerada insuficiente.

Leia abaixo a íntegra do documento divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.

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