O ministro Cristiano Zanin, do STF, autorizou nova fase da Operação Sisamnes, que desbaratou esquema de venda de sentenças envolvendo gabinetes de vários ministros do Superior Tribunal de Justiça. A Polícia Federal cumpre neste momento 11 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, São Paulo e no Distrito Federal.
O objetivo da nova fase é aprofundar investigações sobre crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, câmbio clandestino, evasão de divisas e organização criminosa. As investigações identificaram uma rede financeira-empresarial criada para ocultar a origem ilegal de “propinas” destinadas a assessores de ministros.
Zanin também determinou o sequestro de R$ 20 milhões em bens e valores, a proibição de saída do país dos investigados e a apreensão de seus passaportes. Os nomes dos alvos nesta fase ainda são mantidos em sigilo até o cumprimento de todos os mandados.
Dias atrás, o ministro renovou o prazo das investigações por mais 60 dias, diante de um quadro “mais sofisticado e complexo”. Servidores de ao menos quatro gabinetes do STJ estão sendo investigados. A Primeira Turma do STF também negou pedido de prisão domiciliar de Andreson de Oliveira Gonçalves, pivô do escândalo.
